A 10ª Conferência Naval Interamericana Especializada em Ciência, Tecnologia e Inovação (CNIE-CT&I) ocorreu de 25 a 28 de agosto, no Clube Naval Piraquê, no Rio de Janeiro. O evento foi organizado pela Diretoria-Geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha (DGDNTM), por meio do Centro Tecnológico da Marinha no Rio de Janeiro (CTMRJ).

O encontro bienal reúne delegações de diversos países e tem como tema “Tendências e Aplicações da Ciência de Dados em Sistemas de Comando, Controle, Comunicações, Computação, Cibernética, Inteligência, Vigilância e Reconhecimento (C5ISR)”.

O Diretor-Geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha, Almirante de Esquadra Alexandre Rabello de Faria, abriu o evento ressaltando que sediar a 10ª CNIE-CT&I é avançar em ciência, tecnologia e inovação em defesa.

O tema C5ISR é central ao Poder Naval contemporâneo e tem aplicação direta na proteção da nossa Amazônia Azul. Reafirmamos o compromisso da Marinha do Brasil com a integração técnica entre as Marinhas das Américas e com a construção de soluções conjuntas para desafios comuns”, afirmou o Almirante de Esquadra Rabello.

A programação incluiu apresentações técnicas, debates e troca de experiências entre as delegações, reforçando o compromisso conjunto de promover a cooperação naval no continente.

O Assessor de Ciência, Tecnologia e Inovação da DGDNTM, Vice-Almirante Alfredo Martins Muradas, ressaltou que a aplicação da ciência de dados aos sistemas de defesa constitui, atualmente, um vetor decisivo para a soberania dos países.

Ao reunir delegações das Américas, esta conferência reafirma a importância da cooperação internacional diante de ameaças cada vez mais complexas. A Diretoria-Geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha tem investido em inovação e na troca de conhecimentos, porque compreende que uma Marinha forte e soberana não depende apenas de meios, mas também da integração inteligente de informações, sistemas e tecnologias estratégicas”, disse o Vice-Almirante Muradas.

Em sua décima edição, a CNIE-CT&I se consolida como um espaço de cooperação internacional, ampliando o diálogo entre as Marinhas do continente e estimulando iniciativas conjuntas voltadas ao aperfeiçoamento das capacidades navais e ao fortalecimento da segurança regional no domínio marítimo. 
 

O Diretor do Centro Tecnológico da Marinha no Rio de Janeiro (CTMRJ), Contra-Almirante (Engenheiro Naval) Marcos Fricks Cavalcante, destaca que a relevância da conferência está em aproximar especialistas internacionais para discutir sistemas de segurança e avançar na formulação de soluções práticas.

“Receber a Conferência Naval Interamericana no Brasil é motivo de orgulho e, sobretudo, uma oportunidade de compartilhar experiências, fortalecer laços de cooperação e pensar em soluções conjuntas para desafios que já não reconhecem fronteiras, como a cibersegurança e a proteção de sistemas críticos. Este encontro também ressalta a necessidade de investir continuamente em ciência, tecnologia e inovação, reafirmando o compromisso do Brasil com esse caminho”, disse o Contra-Almirante (Engenheiro Naval) Fricks. 

O Diretor do Centro de Análises de Sistemas Navais, Capitão de Mar e Guerra Hugo Leonardo Fernandes da Costa, ministrou a palestra “Tendências e Aplicações de Ciência dos Dados em Sistemas de C5ISR”, na qual abordou aspectos estratégicos relacionados à aplicação dessa área nas operações militares.

Os sistemas de Comando, Controle, Comunicações, Computação, Cibernética, Inteligência, Vigilância e Reconhecimento são vitais para as operações militares. Nesse contexto, a Marinha do Brasil tem investido na integração de múltiplos sensores, na proteção cibernética e no uso de ciência de dados para ampliar a capacidade de prever e neutralizar ameaças. O desafio não é apenas reagir, mas antecipar riscos e desenvolver soluções que mantenham nossa Força Naval segura e em constante evolução”, ressaltou o Capitão de Mar e Guerra Hugo.

O Diretor-Geral de Material Naval da Armada do Uruguai, Contra-Almirante José Ruiz Tocci, ressaltou que a conferência permite conhecer os avanços tecnológicos desenvolvidos pelas Marinhas participantes e ampliar as possibilidades de intercâmbio de tecnologias, como já ocorreu no passado, além de compartilhar práticas, que podem ser úteis a outras Forças Navais.

O Chefe de Ecossistemas e Redes do Centro de Inovação Tecnológica da Armada do Chile, Capitão de Corveta Álvaro Paris Araneda, destacou a relevância da participação da Marinha chilena no evento.

Quero aproveitar esta oportunidade para agradecer à Marinha do Brasil por ser uma excelente anfitriã. A presença do Chile permitiu constatar que os desafios que afetam a Marinha do Brasil são os mesmos que atingem as demais Marinhas da América Latina. Esperamos que, como resultado, possamos desenvolver projetos colaborativos em prol das Forças e dos países”, comentou o Capitão de Corveta Álvaro Paris.

Além das discussões técnicas e debates, a programação da CNIE-CT&I incluiu visita das comitivas internacionais ao Complexo Naval de Itaguaí.

A CNIE-CT&I integra a Conferência Naval Interamericana (CNI), criada em 1959 com o propósito de compartilhar ideias e conhecimentos entre as Marinhas do continente e discutir desafios comuns do domínio marítimo.

Assista ao vídeo:

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