A Marinha do Brasil (MB) promove, por meio da Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental (CFAOC), cursos de formação profissional em comunidades indígenas e ribeirinhas da Amazônia Ocidental, ampliando o acesso ao Ensino Profissional Marítimo. No início de outubro, um desses cursos, o de Marinheiro Auxiliar Fluvial, foi realizado na comunidade indígena Waimiri-Atroari, às margens do Rio Curiuaú, em Novo Airão (AM). O curso se insere em uma parceria entre a MB e a Corregedoria Geral de Justiça do Estado de Roraima na implementação de ações de cidadania em proveito de comunidades indígenas e ribeirinhas nas regiões mais afastadas da Amazônia.
Durante 10 dias de curso, 42 alunos da comunidade indígena receberam instruções sobre regras de sinalização de navegação e participaram de aulas práticas de manobrabilidade, funcionamento de motores e técnicas de manobras de carga. Ao término da formação, os participantes receberam suas Carteiras de Inscrição e Registro, emitidas pela MB, que os habilitam ao exercício da função de Marinheiro Fluvial de Convés, na categoria de Aquaviários do 2º Grupo, com possibilidade de atuação profissional ou não.

A formação das comunidades indígenas e ribeirinhas, por meio do Ensino Profissional Marítimo, se insere em um esforço da Marinha em levar cursos em localidades distantes. Somente em 2025, foram realizados mais de 70 cursos fora de Manaus, em comunidades de difícil acesso, facilitando a qualificação da população e fazendo com que o ensino seja cada vez mais acessível.



Comentários
Tive o prazer em prestar esse serviço no ano de 2013 em uma comunidade indígena em MS. Bravo zulu aos militares instrutores do Ensino profissional marítimo EPM.
Tive o prazer em prestar esse serviço no ano de 2013 em uma comunidade indígena em MS. Bravo zulu aos militares instrutores do Ensino profissional marítimo EPM.
A Marinha do Brasil tem ampliado iniciativas voltadas à formação profissional marítima em comunidades indígenas e ribeirinhas da Amazônia Ocidental, promovendo inclusão social, valorização cultural e desenvolvimento regional. Essa estratégia reflete não apenas o compromisso da Instituição com a educação, mas também a necessidade de integrar populações historicamente isoladas ao contexto socioeconômico nacional, oferecendo oportunidades de capacitação e qualificação profissional alinhadas às atividades marítimas e fluviais da região.
A Marinha do Brasil tem ampliado iniciativas voltadas à formação profissional marítima em comunidades indígenas e ribeirinhas da Amazônia Ocidental, promovendo inclusão social, valorização cultural e desenvolvimento regional. Essa estratégia reflete não apenas o compromisso da Instituição com a educação, mas também a necessidade de integrar populações historicamente isoladas ao contexto socioeconômico nacional, oferecendo oportunidades de capacitação e qualificação profissional alinhadas às atividades marítimas e fluviais da região.
Um dos principais benefícios dessas ações é a promoção da educação técnica especializada em áreas estratégicas, como navegação, manutenção de embarcações e segurança fluvial. Por meio de cursos e treinamentos adaptados à realidade local, a Marinha permite que jovens indígenas e ribeirinhos adquiram habilidades práticas que aumentam suas chances de emprego e empreendedorismo, fortalecendo a economia regional. Dados do próprio Programa de Ensino Profissional Marítimo indicam que mais de 300 jovens da região participaram de cursos nos últimos dois anos, mostrando o potencial de transformação social por meio da educação técnica.
ao promover cursos de formação profissional em comunidades indígenas e ribeirinhas, a Marinha do Brasil demonstra como a educação técnica e a capacitação profissional podem ser instrumentos eficazes de inclusão social, desenvolvimento sustentável e valorização cultural, consolidando-se como agente de transformação nas regiões mais afastadas da Amazônia Ocidental.
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