O Navio de Assistência Hospitalar (NAsH) “Sargento Lima”, recém-incorporado pela Marinha do Brasil, ampliou a presença da Força Naval em ações de assistência à saúde, voltadas às comunidades ribeirinhas da Amazônia Oriental, algumas das quais de difícil acesso. Foram realizados 547 atendimentos desde outubro deste ano, já em preparação para a 30ª Conferência do Clima da ONU (COP30), que aconteceu em novembro, em Belém (PA).

Nos últimos dois meses, o Navio levou atendimento médico ao Distrito de Outeiro e à Ilha de Cotijuba, em Belém (PA), e à comunidade quilombola de Itacoã-Miri, no município de Acará (PA), localidades onde o acesso a serviços de saúde costuma ser limitado ou distante. Essa foi a primeira vez que as três regiões receberam ações de assistência hospitalar conduzidas pela Marinha do Brasil.

O agricultor e morador da comunidade de Itacoã-Miri, Carlos Augusto Belém, 57 anos, conta que esta foi sua primeira vez em uma consulta médica. “Eu peguei a ficha (de atendimento) e mandaram eu vir com a doutora aqui medir a pressão. Quando eu cheguei, eu estava (sobre a pressão arterial aferida) com 24 por 14 [...]. Falando a verdade, eu nunca fui mesmo no médico assim, como eu estou aqui hoje.”

Os atendimentos incluíram clínica médica, pediatria, ginecologia e odontologia, além de avaliações ambulatoriais e aplicação de vacinas, como as de covid baby, varicela-zoster, pneumocócica, febre amarela e influenza. A Marinha do Brasil garantiu atendimento integral, fornecendo gratuitamente os medicamentos prescritos. Foram promovidas, ainda, palestras socioeducativas voltadas a orientações de saúde.
A moradora da Ilha de Cotijuba, Oscilene Chaves, contou sobre sua impressão com os atendimentos:
“Hoje, estamos recebendo o Navio da Marinha do Brasil aqui, com diversos atendimentos médicos, e que nos engrandece muito [...]. Nós estamos muito felizes por esses atendimentos que vêm agraciando a população da Ilha de Cotijuba e nossas comunidades.”




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