A Praça dos Três Poderes recebeu, no domingo (31), a tradicional cerimônia de substituição do Pavilhão Nacional, que marcou a abertura oficial da Semana da Pátria. Coordenado pela Marinha do Brasil, o evento reuniu autoridades, militares e civis em homenagem a um dos símbolos nacionais.
A solenidade teve início com a formação da Guarda de Honra, que se posicionou para a recepção das autoridades. Em seguida, o Comandante do 7º Distrito Naval, Vice-Almirante Rogerio Pinto Ferreira Rodrigues, passou em revista a tropa.

O hasteamento da nova Bandeira Nacional, ao som do Hino Nacional Brasileiro executado pela Banda de Música do 3º Batalhão de Defesa Nuclear, Biológica, Química e Radiológica, marcou um dos momentos mais solenes da cerimônia. Em seguida, o pavilhão anterior foi arriado ao som do Hino à Bandeira, em continuidade a um rito cívico mantido mensalmente na capital federal.
“O hasteamento da Bandeira Nacional é uma das expressões mais significativas do civismo brasileiro. Ao realizarmos esta cerimônia, reforçamos a importância dos símbolos nacionais e renovamos junto à sociedade o compromisso de honrar a Pátria e sua história”, afirmou o Vice-Almirante Rogerio Pinto Ferreira Rodrigues, Comandante do 7º Distrito Naval.
Cultivando o civismo nas novas gerações
Alunos do Colégio Militar de Brasília (CMB) e escoteiros do mar dos grupos Benjamin Sodré e Corsários do Cerrado participaram da cerimônia. “É muito importante estar presente em momentos como este para prestigiar o País e demonstrar o meu respeito à Bandeira”, destacou Vitória Blauth, aluna do CMB.

O “Bandeirão” de Brasília
Com mais de 200 quilos de tecido, a Bandeira Nacional é hasteada na Praça dos Três Poderes, geralmente no primeiro domingo de cada mês, em uma cerimônia cívica que também atrai turistas e moradores da Capital Federal.
“Esta cerimônia tem um significado especial para mim, porque meu filho está desfilando pela primeira vez. Já vivi esse momento como marinheiro e, depois, como sargento, e agora posso vê-lo seguir os meus passos, integrando a Guarda de Honra. Hoje trouxe minha esposa e minha filha para que também compartilhassem dessa experiência”, declarou emocionado o Suboficial Frederico, militar do Comando do 7º Distrito Naval.

Inaugurado em 1972, durante o sesquicentenário da Independência, o Mastro Nacional de Brasília tem 100 metros de altura e sustenta uma das maiores bandeiras hasteadas do mundo, com 20 metros de largura por 14 metros de altura.
Instituída logo após a Proclamação da República, em 19 de novembro de 1889, a Bandeira Nacional é um dos quatro símbolos oficiais da República — ao lado do Hino Nacional, das Armas Nacionais (Brasão da República) e do Selo Nacional. Segundo o livro Nossa Bandeira, do escritor Marcos Vinícius Lúcio, o projeto foi elaborado por Raimundo Teixeira Mendes e Miguel Lemos, com desenho de Délcio Villares. O modelo manteve a esfera azul-celeste da antiga bandeira imperial, substituindo a coroa pela faixa branca com a inscrição “Ordem e Progresso”.
A cerimônia deste domingo teve ajustes em razão do luto oficial decretado pela Presidência da República, em homenagem ao escritor Luis Fernando Verissimo, falecido na última semana. A medida refletiu-se na programação da solenidade, em respeito à memória do autor.



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