A cooperação internacional no combate ao narcotráfico marítimo ganhou novo impulso durante encontro realizado entre os dias 16 e 18 de junho, em Belém (PA), que reuniu representantes de forças policiais, agências governamentais e organismos internacionais do Brasil, da Espanha, de Portugal, da Colômbia, dos Estados Unidos, do Reino Unido e da França.
A iniciativa integrou o Plano Operacional de Ação 2026–2027 do projeto EMPACT (Plataforma Multidisciplinar Europeia contra o Crime Organizado), coordenado pela União Europeia para o enfrentamento ao crime organizado transnacional.
A Marinha do Brasil participou das atividades, contribuindo para os debates sobre o emprego de embarcações semissubmersíveis utilizadas por organizações criminosas no transporte de drogas entre a América do Sul e a Europa.
O enfrentamento ao narcotráfico marítimo exige atuação coordenada entre instituições nacionais e internacionais. Eventos como esse fortalecem os canais de cooperação, promovem mecanismos de compartilhamento de informações e de interoperabilidade e contribuem para uma compreensão mais abrangente dos desafios e ameaças que o Estado brasileiro deve enfrentar na nossa Amazônia Azul”, afirmou o Comandante de Operações Marítimas e Proteção da Amazônia Azul (COMPAAz), Contra-Almirante Luciano Calixto de Almeida Junior.

Os eventos constantes na programação foram realizados nas instalações da Polícia Federal e da Marinha do Brasil, nos quais os participantes compartilharam experiências relacionadas à identificação, monitoramento e interceptação dessas embarcações, além de discutirem novas tendências observadas no emprego de veículos não tripulados e mecanismos para ampliar o intercâmbio de informações entre os países.
Um dos destaques do encontro foi a visita técnica à Base Naval de Val de Cães, em Belém (PA), na qual foram apresentados os semissubmersíveis apreendidos em operações conduzidas pela Marinha do Brasil, em conjunto com órgãos de segurança pública. A atividade permitiu o intercâmbio de conhecimentos sobre as características e emprego desse tipo de embarcação, assim como os desafios associados à sua detecção.
As discussões reforçaram que a crescente sofisticação dos métodos utilizados pelas organizações criminosas exige respostas cada vez mais integradas, baseadas no compartilhamento oportuno de informações, no desenvolvimento de capacidades tecnológicas e no fortalecimento da cooperação internacional.
Ao final do encontro, os participantes destacaram que a atuação coordenada entre forças navais, policiais e organismos internacionais permanece como um dos principais instrumentos para ampliar a capacidade de prevenção e repressão do narcotráfico marítimo, contribuindo para a segurança regional e para o enfrentamento do crime organizado transnacional.



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