A afirmação do Deputado Federal Ricardo Galvão, nesta terça-feira (24), durante sessão solene na Câmara dos Deputados, marcou a celebração dos 75 anos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e reforçou o papel da Marinha do Brasil (MB) na criação e no desenvolvimento da ciência no País.
Ex-Presidente do CNPq, Galvão destacou, durante a solenidade, a participação da Marinha na origem do Conselho.
Não haveria o CNPq sem a Marinha. O fundador, idealizador e primeiro presidente do Conselho foi o Almirante Álvaro Alberto. A separação entre ciência e Forças Armadas nunca deveria existir”, afirmou.
O Diretor do Centro de Projetos de Sistemas Navais (CPSN), Contra-Almirante (Engenheiro Naval) Yuri Barwick Lannes de Camargo, compôs a mesa oficial, representando a Diretoria-Geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha. A cerimônia reuniu autoridades públicas, pesquisadores, técnicos e lideranças científicas para celebrar a trajetória do CNPq como uma das principais instituições responsáveis pela formulação e pelo fomento à ciência, tecnologia e inovação no País.

O Presidente do CNPq, professor Olival Freire Junior, explicou a relação entre a criação do CNPq e a participação do Brasil na 2ª Guerra Mundial. “A nação brasileira aprendeu com a experiência da guerra a relevância da ciência e tecnologia para a soberania das nações”, disse. “Nós aprendemos a importância do radar, a importância dos antibióticos, que passaram a ser utilizados amplamente durante a guerra, e presenciamos a explosão das primeiras bombas atômicas.”
Freire afirmou que a força do CNPq é fruto de uma combinação de uma rede de pesquisadores que foram apoiados pelo conselho. “Essa força não seria possível sem dois fatores, o primeiro é que o CNPq conta com um corpo de assessores de altíssima qualidade, que são os cientistas brasileiros que trabalham de forma voluntária para avaliação dos projetos que são submetidos ao CNPq, e um segundo fator é a qualidade de nosso corpo técnico e de servidores.”
Solicitante da sessão, o Deputado Federal Rodrigo Rollemberg enfatizou a centralidade da ciência para o desenvolvimento do País. “Um país só será soberano quando investir de forma consistente em ciência”, afirmou.

O Contra-Almirante (Engenheiro Naval) Yuri destacou a atualidade do pensamento do Almirante Álvaro Alberto ao associar ciência e desenvolvimento nacional.
“O desenvolvimento científico e tecnológico está intimamente ligado à prosperidade do País”, afirmou.
Papel do CNPq no desenvolvimento científico do País
Criado em 1951, o CNPq tornou-se um dos principais pilares do desenvolvimento científico e tecnológico do País. Ao longo de sua história, a instituição desempenhou papel central na formulação da política científica nacional, estando, inclusive, na origem do próprio Ministério da Ciência e Tecnologia, instituído em 1984. Atualmente, o Conselho apoia mais de 15 mil projetos de pesquisa e mantém cerca de 91 mil bolsas ativas.

Desde sua fundação, o Conselho mantém vínculos com a MB, expressos em iniciativas e parcerias voltadas ao desenvolvimento científico e tecnológico nacional.



Comentar