A Marinha do Brasil (MB), por meio da Diretoria-Geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha, firmou com o Museu Catavento, em São Paulo (SP), um convênio para ampliar o acesso da sociedade ao conhecimento sobre tecnologia nuclear, ciência e inovação. A iniciativa faz parte de uma estratégia institucional de divulgação científica e reforça o compromisso com a popularização do uso pacífico da energia nuclear no País. A cerimônia de assinatura contou com a participação de autoridades civis e militares e prestou tributo ao Almirante Álvaro Alberto da Motta e Silva, Patrono da Ciência, Tecnologia e Inovação da Marinha.
O espaço interativo ofereceu ao público a oportunidade de explorar parte do acervo pessoal doado pela família do homenageado, além de conferir detalhes tecnológicos em maquetes do reator nuclear e do primeiro Submarino Nuclear Convencionalmente Armado (SNCA) brasileiro, que levará o nome do renomado militar pesquisador.

Durante o evento, o público pôde saber mais sobre o Programa Nuclear da Marinha (PNM) e o Programa de Desenvolvimento de Submarinos da Marinha (PROSUB), além de participar de uma experiência imersiva na “Exposição Submarino”, exposta no museu desde 2009, que proporciona uma viagem simulada ao fundo do mar e apresenta conceitos de biologia marinha, oceanografia e preservação ambiental.

O Almirante de Esquadra Rabello agradeceu ao Museu Catavento por incluir em seu acervo informações sobre o PROSUB, o PNM, a ciência nuclear e a trajetória do Almirante Álvaro Alberto. Ele destacou a importância de levar esses temas ao imaginário dos visitantes, reforçando o uso pacífico da energia nuclear como essencial para o desenvolvimento do Brasil e da humanidade.
“Esse convênio representa mais do que uma parceria institucional: simboliza o compromisso comum com a divulgação científica, a preservação da memória nacional e a formação das futuras gerações. Permite levar à sociedade o legado de Álvaro Alberto e evidenciar a relevância da área nuclear com fins pacíficos, das Ciências do Mar e da Amazônia Azul”, explicou o Almirante de Esquadra.
Inserida em uma estratégia de aproximação com a sociedade, a iniciativa integra ações de divulgação científica no Museu Catavento, com painéis expositivos, palestras, eventos, atividades educativas voltadas ao público visitante e ainda uma maquete do PROSUB.

Segundo o Diretor-Executivo do Museu Catavento, Jacques Kann, o ano de 2025 marcou um recorde histórico para a instituição, com 820 mil visitantes, desempenho que posiciona o museu entre os três mais visitados do País. Durante o período letivo, o espaço recebe diariamente cerca de 40 ônibus com estudantes, que encontram no Catavento um ambiente onde ciência e tecnologia são apresentadas de forma lúdica, acessível e estimulante.
Instalado no centenário Palácio das Indústrias, edifício tombado e exemplarmente preservado no centro de São Paulo, o museu acumula, em seus 16 anos de existência, mais de 8 milhões de visitantes, consolidando-se como referência nacional em divulgação científica e formação de novas gerações.
O Museu Catavento funciona de terça a domingo, das 9h às 17h, com bilheteria aberta até as 16h.
O legado do Almirante Álvaro Alberto
O Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo, Vahan Agopyan, afirmou que o reconhecimento da trajetória do Almirante Álvaro Alberto se expressa no prêmio do mesmo nome, a mais alta condecoração concedida a um cientista brasileiro e símbolo do reconhecimento à excelência científica nacional.
“O Almirante Álvaro Alberto foi, sem dúvida, um visionário. Mais do que isso, foi alguém que soube aliar visão, coragem, honestidade de propósito e capacidade de articulação. Essas virtudes, quando somadas ao trabalho colaborativo entre instituições e pessoas comprometidas com o País, são capazes de produzir resultados duradouros”, afirmou o Secretário Agopyan.
A programação incluiu ainda uma apresentação da historiadora Doutora Camila Martins Cardoso, do Centro Interunidades de História da Ciência da Universidade de São Paulo (USP), autora da tese Arquivo Álvaro Alberto: vida e obra através dos documentos.

“O Almirante Álvaro Alberto da Motta e Silva, nascido em 1889, trouxe importantes contribuições para o nosso País. Foi químico especializado em explosivos, professor da Escola Naval, presidiu a Academia Brasileira de Ciências (ABC) e representou o Brasil na Comissão de Energia Atômica do Conselho de Segurança da ONU, em 1946 e 1947.
É também reconhecido como um dos idealizadores de instituições fundamentais, como o Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), além de ter sido o primeiro presidente do Conselho Nacional de Pesquisas (CNPq), graças aos seus esforços na articulação de políticas científicas, cujo trabalho foi determinante para a formulação das políticas nucleares brasileiras”, disse a pesquisadora Camila.
O educador Diego Pimentel Ferreira dos Santos contou que já conhecia a trajetória do Almirante Álvaro Alberto e defendeu que os jovens precisam se inspirar em sua história. “O Brasil precisa de mais Álvaros Albertos. Ele foi o criador do CNPq. As bolsas do CNPq são as melhores e ajudam muitos estudantes e pesquisadores. Tenho muita admiração e gratidão por tudo o que ele fez", ressalta Diego Santos.



Comentários
Se não fosse dois requisitos para ingressar na Marinha eu com toda certeza seguir carreira afinal eu conheço muito a marinha do Brasil suas figuras históricas ,trajetória, história,sua importância para o Brasil,a importância da Amazônia azul,a importância dos programas das fragatas classe Tamandaré, o programa nuclear Brasileiro e sua importância e por último mas não menos importante o programa Prosub com a classe Riachuelo e o Álvaro Alberto que do fundo do meu coração que não seja o único e último submarino nuclear assim como os submarinos convencionais espero que tenhamos muito exemplares de todos os programas e projetos da marinha do Brasil e que em poucos anos tenhamos todos os tipos de efetivos em quantidade de sobra não igual hoje em dia que temos efetivos escassos e muitos dele infelizmente antigos espero um futuro em que o Brasil não seja um país indefeso por quantidade e modernidade mas se não fosse só dois requisitos eu iria servir já que eu tenho confiança suficiente para disser que eu poderia fazer a diferença mas já que infelizmente não dá vou me esforçar para conseguir um cargo político que de lá eu possa ajudar.
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