Após um período de reparos, o Rebocador “Laurindo Pitta”, uma das atrações mais procuradas do Espaço Cultural da Marinha, voltou a receber visitantes para o Passeio Marítimo pela Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. Entre os meses de maio e outubro, o navio-museu passou por intervenções voltadas à segurança, ao conforto e à melhoria das condições de navegabilidade.
Construído na Inglaterra, em 1910, o “Laurindo Pitta” oferece à população um mergulho na história do País. Trata-se do único navio brasileiro remanescente da Primeira Guerra Mundial, da qual participou em tarefas de apoio, em 1918, integrado à Divisão Naval em Operações de Guerra (DNOG).
O Passeio Marítimo tem início no Espaço Cultural da Marinha e passa por diversos pontos turísticos da cidade, como Ilha das Cobras, Ilha Fiscal, Ilha das Enxadas e Ilha de Villegagnon, além da cidade de Niterói. No decorrer do roteiro, com duração de aproximadamente 1h25, um guia turístico apresenta as curiosidades e as histórias de cada local visitado. O tour acontece de quinta a domingo e aos feriados, às 13h15 e às 15h, mas em janeiro de 2026 irão ocorrer de terça a domingo.

Para o Diretor do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha (DPHDM), Vice-Almirante Gilberto Santos Kerr, o Passeio Marítimo reúne cultura, história e lazer, sendo uma alternativa para o público conhecer mais sobre a história do Brasil, em um dos cenários mais emblemáticos da cidade, especialmente no período de férias.
O ‘Laurindo Pitta’ já levou milhares de pessoas e segue oferecendo noções de conscientização e preservação ambiental à população. O passeio tem um papel duplo, hoje em dia, ele educa não somente sobre a história da Marinha do Brasil, mas também sobre a importância dos oceanos”, destacou.
Como realizar o Passeio Marítimo
O Passeio Marítimo ocorre no Espaço Cultural da Marinha, local de validação do ingresso e do embarque, localizado na Orla Conde (Boulevard Olímpico), entre o Largo da Candelária e a Praça XV, no Rio de Janeiro. Além do Passeio Marítimo, o visitante recebe de cortesia o ingresso para visitar o Espaço Cultural da Marinha.

O Espaço Cultural reúne equipamentos de guerra musealizados, como Submarino-Museu “Riachuelo”, o Navio-Museu “Bauru”, o Helicóptero “Sea King”, a Aeronave de interceptação e ataque AF-1 “Skyhawk” e o Carro de combate “Cascavel”.
Os ingressos variam de R$ 30 (meia entrada) a R$ 60 (inteira), e podem ser adquiridos pelo site da “Ingresso com Desconto”. Mais informações podem ser obtidas pelo site da DPHDM.
Conheça o roteiro
Espaço Cultural da Marinha
Estação das Barcas
Aeroporto Santos-Dumont
Escola Naval
Aterro do Flamengo
Pão de Açúcar
Fortaleza de São João
Ilha da Laje
Fortaleza de Santa Cruz
Museu de Arte Contemporânea
Ilha de Boa Viagem
Niterói
Diretoria de Hidrografia e Navegação
Ponte Rio-Niterói
Museu do Amanhã
Ilha das Cobras
Ilha Fiscal
Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro
Navegando em mais de cem anos de história
O nome “Laurindo Pitta” homenageia Laurindo Pitta de Castro, deputado federal que se destacou, nos primeiros anos da República, como um dos defensores do Plano de Reaparelhamento Naval de 1904. Ele foi relator, na Comissão de Orçamento da Câmara dos Deputados, dos assuntos relativos à Marinha, sendo um dos defensores do Programa de Reaparelhamento Naval idealizado pelo então Ministro da Marinha, Almirante Júlio César de Noronha.
De acordo com o Chefe do Departamento de História da DPHDM, Capitão de Mar e Guerra Carlos André Lopes da Silva, o Rebocador “Laurindo Pitta” foi o primeiro navio da Força a receber esse nome, simbolizando o reconhecimento institucional ao parlamentar para o fortalecimento da Esquadra. “Construído na Inglaterra, o navio integrou um momento de profunda transformação da Marinha, marcado pela incorporação de novos meios e pela busca de maior projeção internacional”, lembrou.

Durante a Primeira Guerra Mundial, o Rebocador “Laurindo Pitta” integrou a Divisão Naval em Operações de Guerra (DNOG), criada para representar o Brasil no esforço aliado. Embora não estivesse diretamente envolvido em ações de combate, desempenhou funções de apoio logístico essenciais para o cumprimento da missão da Divisão.
Encerrada a guerra, o navio retornou ao Brasil no final de 1918 e continuou a servir à Marinha em tempos de paz. Durante a Segunda Guerra Mundial, voltou a desempenhar papel estratégico sendo utilizado na defesa do Porto do Rio de Janeiro, contribuindo para a segurança de uma das áreas mais sensíveis do litoral brasileiro naquele contexto global de conflito.
Em 1997, reconhecido seu valor histórico foi restaurado e convertido em navio-museu. Atualmente, o Rebocador está sob a responsabilidade da Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha e abriga a exposição permanente “A Participação da Marinha na Primeira Guerra Mundial”, oferecendo ao público a oportunidade de conhecer, de forma acessível e contextualizada, o papel desempenhado pela Força Naval naquele conflito.
Para o Chefe do Departamento de História da DPHDM a importância do Rebocador está, sobretudo, em sua história. “Mais do que um meio naval preservado, ele constitui uma lembrança permanente dos desafios enfrentados pelo Brasil em tempos de guerra e do esforço coletivo para consolidar uma Marinha moderna e atuante. Sua transformação em navio-museu assegura que essa memória permaneça viva, reafirmando o compromisso da Marinha do Brasil com a preservação de seu patrimônio histórico e com a valorização de sua trajetória institucional”, afirmou.



Comentários
Mesmo tendo servido a nossa Marinha pôr 30 anos. Ainda passa na minha mente os tempos em que estive embarcado no Cruzador Barroso C 11, na Fragata Defensora e NE BRASIL e outras Repartições em terra que foram muitas. Isso tudo Tenho em mente e tenho orgulho de dizer 30 anos de vida na GLORIOSA MARINHA DO BRASIL. Bravo Zulu.
Um sonho um passeio desse
Sempre gratificante, educacional e neste caso específico, cria uma estimada aproximação entre a população e a dedicação da Marinha do Brasil em seus feitos junto a nação, tanto na atvidade militar como em ações sociais.
Parabéns.
Quem tem direito a meia entrada?
Militares da ativa e dependentes pagam inteira?
Bom dia!
Militares Reformados, sobretudo, os de Marinha, têm gratuidade, no passeio?
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