A Marinha do Brasil resgatou ontem (5) três pescadores que estavam à deriva há dois dias no litoral do Espírito Santo. A operação contou com atuação da Capitania dos Portos do Espírito Santo (CPES) e do Navio-Patrulha Oceânico (NPaOc) “Amazonas”.
No fim da tarde de segunda-feira (4), a CPES foi informada de que a embarcação “Magrella” havia saído de Vila Velha (ES) na manhã de domingo e apresentava problemas no eixo do motor. Desde a noite anterior, familiares não conseguiam mais contato com os três pescadores.
Após receber o alerta, a equipe de busca e salvamento iniciou as buscas na região. Os pescadores haviam saído durante a madrugada para pescar e planejavam retornar na tarde do mesmo dia. O NPaOc “Amazonas”, que estava no Espírito Santo após retornar da Ilha da Trindade, também foi empregado nas buscas. A embarcação com os três pescadores foi localizada na terça-feira (5).
Após o resgate, uma lancha da CPES realizou o transporte dos tripulantes de volta à terra. Ao chegarem à Capitania, os três pescadores foram recebidos com emoção por familiares e militares envolvidos na operação. Para Hilário José Mongin, o resgate teve um significado ainda mais especial: ele completou 68 anos no dia em que voltou em segurança para terra firme.
A gente estava navegando quando o eixo do motor quebrou. Nossa única opção foi esperar socorro, porque o balanço das ondas danificou o rádio e outros equipamentos de sinalização. Hoje estou fazendo 68 anos e estou em terra. Tenho que agradecer a Deus e à Marinha”, disse.

O desaparecimento dos pescadores foi comunicado à Capitania dos Portos na segunda-feira (4) pelo filho de Hilário, que é policial militar. Segundo o Capitão dos Portos do Espírito Santo, Capitão de Mar e Guerra Wendel Armani, as equipes de busca foram acionadas imediatamente.
Prontamente acionamos nossas equipes de busca e iniciamos a procura até que eles fossem encontrados”, afirmou.
Os três pescadores receberam atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) ainda na Capitania e passam bem.
Nelson Hélio Fezer, conhecido como Nelsinho, contou que tentou manter a calma durante os dois dias à deriva, apesar das dificuldades enfrentadas no mar.
“Alguns pescadores foram nos procurar, mas não nos encontraram porque o vento levou a embarcação para o norte”, relatou. Com a pele bastante queimada pelo sol, ele disse que não levou protetor solar porque imaginava que a pescaria seria rápida. Nelsinho também agradeceu à Marinha pelo resgate.
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Como pedir ajuda em emergências no mar
A Capitania dos Portos do Espírito Santo reforça a importância do uso do aplicativo NavSeg em situações de emergência no mar. A ferramenta auxilia nas buscas e pode ser baixada gratuitamente em celulares Android e iOS.
Antes de sair para o mar, é importante revisar a embarcação, verificar o material de salvatagem e conferir a documentação, para garantir uma navegação mais segura”, orienta o Capitão dos Portos do Espírito Santo, Capitão de Mar e Guerra Wendel Armani.
Um Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN) será instaurado para apurar as causas e responsabilidades do ocorrido.
A Marinha também destaca a importância da participação da sociedade, que pode acionar o telefone 185 em casos de emergência marítima e pedidos de auxílio. A CPES disponibiliza ainda o telefone (27) 2124-6526 para denúncias e outros assuntos, além do e-mail: [email protected].



Comentários
Parabéns a marinha do Brasil sempre presente!
Sou pescador e faço um pedido a capitania que exija do barco de madeira o uso de um pano(vela).
Assim muitos náufrago evitaria esse trabalhão.
A maioria desses barcos possuem sequer um rádio VHF,deveria ser obrigatório.
Parabéns pelo empenho no resgate de nossos amigos pescadores no mar do es. Vcs são demais ! Obrigado!!!
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