A Marinha do Brasil (MB) tem ampliado sua atuação no domínio cibernético diante da crescente importância do ambiente digital nos conflitos contemporâneos. Nesse contexto, a Força ativou, em agosto de 2025, o Esquadrão de Guerra Cibernética (EsqdGCiber), iniciativa que fortalece as capacidades de Defesa Cibernética e a proteção de sistemas estratégicos navais.

Guerras contemporâneas não se limitam ao emprego de tropas e armamentos convencionais; elas também se desenvolvem no ambiente digital, onde sistemas, redes e informações se tornam alvos estratégicos. Nesse cenário, a estratégia militar moderna passou a considerar o chamado “quinto domínio operacional” — o ciberespaço ou domínio cibernético —, que se soma aos quatro domínios tradicionais: terra, mar, ar e espaço.

No cenário internacional, operações cibernéticas têm sido empregadas de forma coordenada com ações militares convencionais, evidenciando que os conflitos atuais extrapolam os campos físicos. A chamada guerra cibernética envolve disputas entre países ou organizações com o uso da tecnologia como instrumento de combate.

Um exemplo recente pode ser observado nas tensões envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. Além das ações militares tradicionais, os governos recorrem ao ambiente digital como parte de suas estratégias.

Segundo o Comandante do EsqdGCiber, Capitão de Mar e Guerra Humberto Ferreira Ramos Junior, a ativação do Esquadrão representou um marco no fortalecimento das capacidades de Defesa Cibernética da Força, em consonância com a Estratégia Nacional de Defesa e com as diretrizes do Ministério da Defesa voltadas à proteção de infraestruturas críticas.

Aqueles que não estiverem preparados para atuar no ciberespaço comprometerão sua liberdade de ação nos demais domínios da guerra. A prontidão digital é, hoje, componente indissociável do poder de combate”, destaca.

Integração e interoperabilidade

Desde a sua ativação, o EsqdGCiber tem ampliado sua participação em exercícios operativos no Brasil e no exterior. Entre as atividades recentes, destacam-se a Operação “Atlas Armas Combinadas”, em apoio à Força de Fuzileiros da Esquadra, e o 2º Exercício de Proteção de Cabos Submarinos, conduzido pelo Comando Naval de Operações Especiais e voltado à salvaguarda de infraestruturas críticas, realizados em setembro e novembro de 2025, respectivamente.

No campo internacional, o Esquadrão integrou o Cyber Flag 25, exercício coordenado pelo United States Cyber Command, reforçando a cooperação internacional e contribuindo para o fortalecimento das capacidades cibernéticas da Marinha.

No contexto das operações conjuntas, a atuação integrada com o Comando de Defesa Cibernética (ComDCiber) do Exército Brasileiro amplia a interoperabilidade entre as Forças Armadas e contribui para o aprimoramento de protocolos. A participação no Exercício Guardião Cibernético, realizado em Brasília, voltado ao fortalecimento da capacidade nacional de defesa cibernética em situações de crise, reforça a integração interforças e a participação de setores estratégicos.

Proteção de infraestruturas críticas

Paralelamente à atuação operacional, o EsqdGCiber trabalha em parceria com a Diretoria de Comunicações e Tecnologia da Informação da Marinha e com o Centro de Tecnologia da Informação da Marinha no aprimoramento de procedimentos destinados à proteção de sítios, sistemas e redes institucionais disponibilizados na internet.

As ações incluem a identificação de vulnerabilidades, a mitigação de riscos associados a ameaças digitais e o fortalecimento das estruturas de comando e controle da Força. Em um cenário de crescente sofisticação de ataques — como tentativas de intrusão, exploração de falhas e campanhas de desinformação —, a prontidão digital passa a ser elemento indispensável para a continuidade das operações navais.

Além disso, o Esquadrão investe na formação de recursos humanos especializados, na consolidação de infraestrutura tecnológica dedicada e no desenvolvimento de métodos próprios de atuação no domínio cibernético, em alinhamento com o Plano Estratégico da Marinha (PEM 2040).

Capa: Imagem meramente ilustrativa, criada por IA.

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Comentários

FABIO BATISTA COSTA (não verificado) Sáb, 25/04/2026 - 18:22

O Brasil precisa para ontem de defesa ante aérea de médio e longo alcance, um satélite militar, criar seu próprio GPS e se livrar da starlink que na verdade é parte da espionagem do inimigo, é preferível usar GPS e internet via satélite chinês pois a China não invade países para destruir e roubar tudo.

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