Durante a Operação “Furnas 2025”, encerrada esta semana, a Marinha do Brasil (MB) finalizou os voos de testes para o emprego da primeira aeronave tática remotamente pilotada. Os primeiros lançamentos desse tipo de aeronave foram durante a Operação “Atlas Armas Combinadas”, em setembro deste ano, em Formosa (DF), e agora a MB finaliza mais uma etapa do projeto.

O protótipo foi desenvolvido por militares do Batalhão de Combate Aéreo, que já utilizavam modelos específicos para missões de inteligência, vigilância e reconhecimento. O drone tático de ataque, como é popularmente conhecido, possui 1,64 metro de envergadura, 65 centímetros de comprimento de fuselagem, autonomia de até 25 minutos e alcance de até cinco quilômetros. É equipado com carga explosiva capaz de neutralizar veículos e aeronaves.

O Capitão-Tenente (Fuzileiro Naval) Luiz Gustavo Pinto Souza detalha como funciona o equipamento. 

“Foram feitas algumas adaptações na aeronave para que ela fosse segura para comportar um artefato explosivo e para que seu perfil de voo fosse mantido, conforme o projeto inicial. Além do poder de destruição, o drone pode ser operado de forma automática. Na maior parte do tempo opera com navegação autônoma, pré-programada no computador, responsável por executar pontos de referência geográficos em um mapa. O piloto pode, a qualquer momento, intervir no voo e realizar manobras, se for o caso”, explica.

Baixo custo e alto poder destrutivo

A principal característica dos drones é a capacidade de causar dano considerável ao inimigo com baixo custo de produção. “Para se ter uma ideia, um drone tático de ataque como o que desenvolvemos no Batalhão, com custo de alguns milhares de reais, é capaz de imobilizar uma viatura avaliada em milhões”, diz o Fuzileiro Naval.

“Fomos os pioneiros em lançar o primeiro drone de reconhecimento, em 2006. Agora estamos, com muito orgulho, finalizando os testes de lançamento do primeiro drone tático de ataque das Forças Armadas. Trata-se de um equipamento que pode ser usado tanto em caráter defensivo, contra possíveis agressores, quanto ofensivo, para defender os interesses do País em qualquer lugar e a qualquer hora”, afirma o Comandante do Batalhão de Combate Aéreo, Capitão de Mar e Guerra (Fuzileiro Naval) Rodrigo Rodrigues Fonseca.

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Comentários

Jose Silva Oliveira (não verificado) Sex, 31/10/2025 - 19:54

Bravo Zulu, para os militares envolvidos no projeto.

Jose Silva Oliveira (não verificado) Sex, 31/10/2025 - 19:55

Bravo Zulu, para os militares envolvidos no projeto.

Jose Silva Oliveira (não verificado) Sex, 31/10/2025 - 19:55

Bravo Zulu, para os militares envolvidos no projeto.

HAMILTON ESTEV… (não verificado) Seg, 03/11/2025 - 20:03

Brilhante!!! Só não concordo com a divulgação... Deveria ser sigiloso.

Josué (não verificado) Seg, 03/11/2025 - 21:59

Extraordinário.

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