O Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) da Marinha do Brasil assinou na quarta-feira (19), durante o Dubai Airshow, um dos maiores eventos aeroespaciais do mundo, nos Emirados Árabes Unidos, um contrato de encomenda tecnológica com a empresa brasileira SIATT e o Grupo EDGE para o Sistema de Mísseis Anticarro Expedicionário (SMACE).

O acordo contempla o desenvolvimento do SMACE, que integrará viaturas blindadas 4x4 de alta mobilidade equipadas com lançadores de mísseis anticarro MSS 1.2 Max. O sistema será complementado por drones de alta tecnologia com capacidades de inteligência, vigilância e reconhecimento (ISR), combate e ataque ao solo, aptos a operar contra veículos blindados e embarcações.

A viatura leve da GM Defense, de alta mobilidade, testada no deserto durante o evento, possui motor 2.8L Duramax, fabricado em São Paulo. O novo blindado do CFN, conta com tração nas quatro rodas, proteção balística leve e peso de 2,2 toneladas. Trata-se da mesma tecnologia adotada, recentemente, pelo Exército dos Estados Unidos para substituir os veículos HMMWV, com um conceito que prioriza a simplicidade da operação e manutenção.

O míssil guiado de alta precisão MSS 1.2 MAX, fabricado pela SIATT, será 100% nacional. Já o drone, produzido pela EDGE, virá dos Emirados Árabes Unidos. Toda a integração será realizada no Brasil, em um projeto absolutamente inovador, que combina viatura, míssil, comunicações e drone com capacidades ISR e de combate.

"Essa iniciativa reforça o compromisso da Força Naval com o desenvolvimento de soluções estratégicas alinhadas às demandas contemporâneas de segurança e soberania. Além disso, o evento fortaleceu a interlocução com empresas e instituições estrangeiras, abrindo caminho para novas oportunidades de desenvolvimento conjunto e ampliando a visibilidade da Base Industrial de Defesa brasileira no cenário internacional", afirmou o Contra-Almirante (Fuzileiro Naval) Cláudio Leite.

O SMACE poderá ser empregado em operações litorâneas, contra blindados e embarcações, suprindo uma lacuna de capacidade operativa do CFN no combate anticarro expedicionário.

Com isso, o CFN alcançou passo significativo em sua agenda de inovação ao adquirir o SMACE, que combina mobilidade superior, consciência situacional avançada e uma arquitetura totalmente conectada e interoperável, além de integrar todos os componentes críticos de missão. O Comando do Material de Fuzileiros Navais definiu requisitos táticos e conceituais para permitir que forças leves operem de forma eficaz e projetem poder em terra, com ênfase em engajamento e desengajamento rápidos, operações distribuídas, observação remota de longo alcance por meio de drones e enlaces de dados táticos para coordenação em tempo real de missões anticarro. Essa abordagem tem como objetivo neutralizar meios blindados tanto em operações anfíbias quanto nas litorâneas.

O Diretor-Geral e CEO da EDGE, Hamad Al Marar, ressaltou a importância da parceria com o CFN. “Essa nova solução antitanque é apenas uma das várias iniciativas que estamos desenvolvendo junto ao Corpo de Fuzileiros Navais. Ao integrar mísseis guiados avançados, sistemas não tripulados e uma arquitetura de comando em rede, fortalecemos a capacidade do Brasil de enfrentar ameaças, ao mesmo tempo em que ampliamos a capacidade global de suas Forças Armadas. Este acordo reforça ainda mais o amplo alcance internacional da EDGE e seu posicionamento competitivo na região da América Latina, além de destacar o valor de longo prazo da nossa parceria, que continua a impulsionar a inovação com impacto muito além das fronteiras brasileiras.”

Após a entrega do primeiro sistema, que será composto por duas viaturas blindadas, e sua avaliação operacional em 2026, o plano é ampliar a capacidade nos anos posteriores.

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Comentários

Ethel oliveira (não verificado) Sex, 21/11/2025 - 19:21

Precisamos apoio tecnológico para as faculdades e universidades. Temos muitos acadêmicos em estágio final de faculdade, especialmente em engenharia de controle e automação, e outras áreas afins, que não têm perspectiva de trabalho aqui no Brasil e muitos precisam dar aula p sobrevier. São mentes brilhantes que poderiam estar contribuindo para o desenvolvimento tecnológico do País. O poder público precisa investir em ciência e tecnologia.

ALBINO PROGENI… (não verificado) Seg, 24/11/2025 - 07:24

Um pais so se torna soberano quando cuida de seu povo em seguir um caminho justo, um desses caminho e a Educação e Tecnologia se os recursos forem desviado desta area a miseria no pais se alastram...atualmente vivenciamos isso com a imcompetencia das pessoas que estão a representar e servir esta nação. Visam apenas o interesses pessoais atraves da corrupção...um atraso...

IDARIO CAPRARA (não verificado) Sáb, 22/11/2025 - 06:52

Eu pergunto," por mais que o grupo Edge agora seja parceiro prq comprar um veículo que dispara um único míssil qdo temos o "Armadillo " da MAC DEE que dispara + de 20 e ainda tem recarga?

Antonio (não verificado) Sáb, 22/11/2025 - 22:33

O Armadillo é um saturador de área com foguetes de 70mm se não estiver enganado ( o astro 2 da marinha já faz o mesmo que o Armadillo numa escala maior), o Armadillo não tem poder de abater blindados como esse da Edge. São equipamentos de funções diferentes.

Ariberg Almeid… (não verificado) Seg, 24/11/2025 - 12:41

Falou tudo,se temos o produto nacional, porque comprar de fora, acredito que o Armadillo seja uma excelente opção!

José Eduardo (não verificado) Sáb, 22/11/2025 - 13:13

Porque não estão usando o Agrale Marrua como plataforma?

REGINALDO SILVA (não verificado) Dom, 08/03/2026 - 17:49

opa... tudo bem..
A não escolha do Marrua,e por causa da sua suspensão em eixo orizontal,e o Mg possui suspensão independente aumentando sua capacidade de todo terreno e segurando a destruição de peso e estabilidade,pra realizar disparo de mísseis

Ronaldo manhae… (não verificado) Dom, 23/11/2025 - 07:27

Parabens presizamos estar bem protegidos a

Sergio Casagrande (não verificado) Dom, 19/04/2026 - 16:36

Para cobrar , ou criticar uma compra por ser estrangeira , tem que ter conhecimento do assunto e não simplesmente dar uma opinião pensando que está colaborando com o País

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