Com a intenção de manter os Fuzileiros Navais sempre preparados para qualquer chamado da Organização das Nações Unidas (ONU), a Marinha do Brasil iniciou os exercícios de treinamentos do Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais “Força de Reação Rápida” e “Companhia de Desativação de Artefatos Explosivos”, durante a Operação "Furnas 2025", no município de São José da Barra, no sul de Minas Gerais. Esses Grupamentos são os únicos que podem ser disponibilizados pelo Brasil à ONU por meio do Sistema de Prontidão de Capacidades de Manutenção da Paz. Em caso de acionamento, os Grupamentos são capacitados para estarem prontos para atuar em até 90 dias.
Esta edição, que vai de 21 a 29 de outubro, reúne 462 militares, sendo 44 mulheres, o que atende às diretrizes de participação feminina da ONU. Destaca-se, ainda, a participação de um pelotão de infantaria da Força Aérea Brasileira, que integra a Força de Reação Rápida.
Os exercícios consistem na simulação de eventos transcorridos em um país fictício, marcado por colapso institucional; tensões étnicas e religiosas; insurgência armada e exploração ilegal de recursos naturais. Sob mandato hipotético de uma Missão das Nações Unidas, a Força de Reação Rápida e a Companhia de Desativação de Artefatos Explosivos são diariamente testadas em reação imediata, interoperabilidade com componentes militares, civis e humanitários e estrita observância das regras de engajamento da ONU.

O ciclo de preparo da tropa iniciou em 5 de agosto, no Complexo Naval da Ilha do Governador e no Complexo Naval Caxias-Meriti, ambos localizados no Rio de Janeiro, com treinamentos progressivos conduzidos pelo 1º Batalhão de Infantaria de Fuzileiros Navais e pelo Batalhão de Engenharia de Fuzileiros Navais, em conjunto com o Centro de Operações de Paz e Humanitárias de Caráter Naval. Ao longo do ciclo de preparação, os grupamentos operativos Força de Reação Rápida e a Companhia de Desativação de Artefatos Explosivos vêm cumprindo tarefas baseadas no histórico de missões da ONU, demonstrando competências inerentes ao emprego em Operações de Paz, como estabelecimento de base de operações temporária; escoltas e comboios; postos de controle; cerco e vasculhamento; extração de pessoal em risco; proteção de civis; segurança de pessoal e bens da ONU; reconhecimento e vigilância; desativação de artefatos explosivos e desminagem; e coordenação de evacuações de baixas e evacuações médicas. Todas as ações são conduzidas sob as regras de engajamento da ONU e o Direito Internacional Humanitário, com observância estrita aos princípios de proporcionalidade, necessidade e imparcialidade.

Segundo o Comandante do 1º Batalhão de Infantaria de Fuzileiros Navais, Capitão de Mar e Guerra (Fuzileiro Naval) Ricardo Bragança, “a existência dos Grupamentos Operativos Força de Reação Rápida e Companhia de Desativação de Artefatos Explosivos, proporcionados pela Marinha, conferem ao País a capacidade de projeção estratégica e contribuem para a manutenção do nosso prestígio internacional."

A manutenção de capacidades prontas e certificáveis no âmbito do Sistema de Prontidão de Capacidades de Manutenção da Paz amplia a projeção do Brasil em Operações de Paz, fortalece a credibilidade junto às Nações Unidas e contribui para a prontidão de desdobramento quando solicitado, em alinhamento às melhores práticas internacionais e aos compromissos assumidos no sistema multilateral.



Comentários
Eu tenho 41 anos queria servir a marinha
Prezados, Romanelli,
O processo seletivo para temporários é até 41 anos.
Att.,
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